Estado gasta 18 mil milhões por ano em despesas sociais.
O Estado gasta 18 mil milhões de euros em despesas sociais, que incluem o subsÃdio de desemprego, o rendimento social de inserção e as pensões, de acordo com dados do orçamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
O orçamento do Estado para 2008 prevê um gasto de 27,6 mil milhões de euros com as funções sociais, em que estão incluÃdas a educação, saúde, segurança social, habitação e cultura, valor que representa 60 por cento da despesa pública (valor próximo dos 61 e 62 por cento verificados nos dois anos anteriores).
No entanto, olhando apenas para os gastos da segurança social, que incluem as pensões, o rendimento social de inserção e o subsÃdio de desemprego, entre outras rubricas (ver tabela), as despesas sociais devem ascender este ano a 18,3 mil milhões de euros.Â
Só em pensões, a despesa totaliza 13.027 milhões de euros; o subsÃdio desemprego deve custar aos cofres públicos 1.779 milhões de euros; e o rendimento social de inserção (antes conhecido por rendimento mÃnimo) deve ascender a 371 milhões de euros, distribuÃdo por cerca de 300 mil beneficiários.
O complemento solidário para idosos, para ajudar as pessoas com mais de 65 anos e com rendimentos inferiores a 400 euros por mês, abrangendo cerca de 65 mil pensionistas, estava orçamentado em 140 milhões de euros, mais do que dobro do que no ano anterior.
O Governo espera gastar 480 milhões de euros com o subsÃdio de doença, mais 3,3 por cento do que no ano anterior.
Este fim-de-semana, no congresso do PSD, a presidente dos sociais-democratas Manuela Ferreira Leite disse que Portugal vive uma situação de emergência social que exige a criação de apoios públicos para combater a pobreza. No mesmo discurso, contestou o investimento do Governo em novas infra-estruturas.
Ferreia Leite afirmou que Portugal vive uma situação social “que exige uma acção imediata”, que obriga a “intervir com urgência para combater os focos de pobreza e a apoiar os novos pobres”.
Segundo a presidente do PSD, devem ser orientados “desde já recursos de apoio à s instituções de solidariedade social”.
“Esta situação de emergência pode justificar que se abdiquem de alguns investimentos para afectar recursos aos casos mais prementes”, reforçou a mesma responsável.
(fonte:Publico)
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