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Tudo em Aberto.17 de Junho, 2008 as 23:57 | Em Opinião |Por muito que a oposição clame, a verdade é que ainda não surgiu uma alternativa credÃvel de governo. As sondagens mais recentes demonstram-no claramente. Por muita ginástica que façam comentadores como Marcelo Rebelo de Sousa e José Pacheco Pereira, que como é sabido não são isentos do ponto de vista polÃtico-partidário (ambos já desempenharam diversos altos cargos no PSD, e ambos mantêm interesses e ambições polÃticas), a verdade é que os portugueses não estão a ver, ainda, Manuela Ferreira Leite como verdadeira alternativa polÃtica (seria mais do mesmo). A sua actuação (ou melhor, o seu silêncio) durante a recente crise dos camionistas ilustra bem a sua incapacidade para fazer oposição. Perdeu uma excelente oportunidade para marcar a diferença, até porque o governo esteve mal. Marcelo tentou dizê-lo, mas apenas nas entrelinhas, para não ser acusado de não estar a apoiar o partido. E é pena que assim seja porque este governo necessita de uma oposição credÃvel como de pão para a boca, amolecido que está. Mas a nova lÃder do PSD ainda tem uma tarefa mais urgente, conquistar os dois terços do PSD que não se revêem na sua liderança. Até porque há tentativas de formar listas para o congresso que a poriam em minoria no Conselho Nacional. Sócrates não tem tido muita sorte com a crise internacional, que parece ter vindo para ficar. Agora, que era a altura de descomprimir, de relançar a economia, a um ano de eleições, a crise volta a mergulhar o paÃs no buraco. Um primeiro-ministro populista mandava o défice à s urtigas para tentar iludir a crise, mas quem viesse depois via-se grego para voltar a pôr as contas públicas em ordem. O governo parece não querer ceder a essa tentação, mas não tem muita margem de manobra entre manter os portugueses iludidos ou decepcionados com a crise. Veremos até que ponto Sócrates será capaz de não deitar borda fora o que conseguiu, e ainda assim vencer as eleições. O pessoal está um pouco como os benfiquistas fanáticos, querem resultados imediatos (dinheiro no bolso, baixar o desemprego), e a tentação será sempre substituir o treinador ou os dirigentes (governo), à primeira dificuldade, sem cuidar que é preciso tempo para fazer uma equipa (concluir as reformas). A esquerda, animada pelas sondagens e pela agitação social decorrente da crise, tenta cavalgá-la através das manifestações de rua (algumas falsamente espontâneas), e a direita vai fazendo o seu combate, pouco animada pelas intenções de voto dos portugueses. A verdade é que o governo tem que governar melhor neste tempo que precede as eleições, indo ao encontro dos anseios legÃtimos das pessoas, mas sem colocar em causa o interesse colectivo. E a oposição tem que ser muito mais credÃvel para que o eleitorado acredite nela. Por enquanto ainda está tudo em aberto. Tanto a hipótese da nova maioria absoluta PS, como a maioria relativa, ou mesmo a perda da eleições para o PSD. A persistência e o grau de agravamento da presente crise, a forma como o governo lidar com ela, e o desempenho da oposição ditarão o resultado eleitoral de 2009. (fonte:Setubal na Rede) Sem Comentários »Alimentação RSS para comentários a este post. O URL para o TrackBack desta entrada: Deixe um Comentário |
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