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Pedro Passos Coelho rejeita coligações pré-eleitorais.30 de Abril, 2008 as 10:40 | Em Directas PSD |Pedro Passos Coelho é contra a ideia de coligações pré-eleitorais entre o PSD e o CDS/PP nas próximas legislativas. Em entrevista ao DN, o candidato à liderança dos sociais-democratas assume que “o PSD deve ir sozinho à s eleições legislativas de 2009 e deve preparar-se para isso. Depois, se verá, em função do resultado obtido nas eleições, quais os requisitos necessários para formar Governo”. Para além disto, Passos Coelho mostra-se ainda contrário à ideia de fusão ou de aproximação de figuras distintas dos dois partidos, possibilidade avançada há duas semanas por José Miguel Júdice em entrevista ao DN: “O PSD não precisa de se fundir com o PP, nem é preciso criar outro partido. Até é bom que o PP exista e é bom que existam pessoas que nele se revejam.” Palavras de Passos Coelho minutos depois de apresentar ontem, na sua sede de campanha,Campo Grande, em Lisboa, os seus dez valores de candidatura, a saber: pessoa, liberdade, verdade, confiança, esperança, mudança, união, mérito, autoridade e oportunidade. Naquela que foi a sua primeira acção de campanha, depois de apresentar a candidatura a lÃder do PSD, há uma semana, Passos Coelho assumiu-se como candidato ao lugar hoje em dia ocupado por José Sócrates. “Que fique bem claro que estou preparado para lutar para ser primeiro-ministro”. Os destinatários da mensagem eram óbvios. Há dias, Rui Rio, presidente da Câmara do Porto e apoiante destacado de Manuela Ferreira Leite, assumiu numa entrevista a Judite de Sousa, na RTP1, que tinha respeito por Passos Coelho mas que não o via como candidato a primeiro-ministro. Depois disso, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua análise semanal, deu uma justificação semelhante para declarar o seu apoio à ex-ministra. Aliás, Passos Coelho ensaiou ontem não só uma demarcação ideológica dos outros candidatos (e sobretudo de Ferreira Leite), como também uma aposta na discussão de ideias em vez de optar por classificar o actual estado anÃmico do PSD. “Sou reformista e liberal, não sou de direita nem de esquerda. Sou solidário porque acredito que a sociedade não pode ser a lei do mais forte”, disse o candidato. Menos Estado na economia, o candidato que é apoiado por Miguel Frasquilho, defensor do “choque fiscal” resolveu atacar vários fantasmas que eventualmente assolam a sua campanha de uma só vez. Sobre os opinion makers, disse: “Alguns comentaristas achavam que eu estava aqui para marcar terreno para o futuro, agora já começam a acreditar que posso vencer e que possa ser uma surpresa para o PS e uma boa surpresa para Portugal.” A verdade é que a sede do candidato, de cerca de 1500 metros quadrados, estava ontem praticamente cheia, com um predomÃnio claro para a faixa dos sub-40 e sub-30. Várias dezenas de militantes estavam ali para apoiar um candidato que se assumiu, em declarações ao DN, como um homem “com coragem para romper”. E para chamar os melhores para a polÃtica, em detrimento dos técnicos: “A polÃtica primeiro, os técnicos existem para garantir que as coisas são realizáveis.” (fonte:DN) Sem Comentários »Alimentação RSS para comentários a este post. O URL para o TrackBack desta entrada: Deixe um Comentário |
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