Pedro Passos Coelho garante estar preparado.

30 de Abril, 2008 as 1:43 | Em Directas PSD |

Pedro Passos CoelhoPedro Passos Coelho garante estar preparado para ser candidato a líder do Governo

Numa sala cheia de militantes jovens, a maioria abaixo dos 40 anos, o candidato à líder do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu ontem estar preparado para ser primeiro-ministro, recusando como problema a falta de experiência governativa ou autárquica. Assumindo-se como um liberal, reformista e solidário, Passos Coelho arrancou palmas da plateia quando declarou: “Que fique claro: Estou preparado para, no próximo ano, lutar para ser primeiro-ministro em Portugal.”

Em conversa com jornalistas acrescentou que “o PSD deve ir sozinho às eleições” e estar preparado para o efeito, esclarecendo que não há motivos para fundir o partido com o CDS-PP. Assim, Passos Coelho respondeu, de uma assentada, aos que vêem em Manuela Ferreira Leite o perfil indicado para defrontar José Sócrates, às palavras de Santana Lopes e, ainda, a Alberto João Jardim. Que chegou a aventar uma aliança democrática.

Quanto à falta de experiência executiva na política, o antigo líder da JSD foi peremptório: “Nas actuais circunstâncias, é uma oportunidade e também é uma vantagem, a vantagem de podermos encarar o futuro sem termos sempre de nos estar a justificar com o passado.” Um argumento de crítica a Manuela Ferreira Leite.

Sobre o papel do Estado, Passos Coelho advoga que este não deve ser o seu motor e avisa que não se deve replicar o “clima de conformismo” e até de “ditadura do défice”, num discurso aplaudido por uma plateia que contrastou, pela falta de notáveis do partido, com a iniciativa de véspera de Manuela Ferreira Leite. Para a antiga ministra ainda houve mais uma réplica. O candidato garantiu que não estava ali “com sacrifício”, mas com “gosto”.

Passos Coelho, que apresentou a sua carta de valores aos militantes, defendeu um Estado regulador que providencie o que “nenhum privado oferece”. Um dos pilares dos valores enunciados foi a liberdade na vida económica e privada, a defesa do “indivíduo na plena posse dos seus direitos e deveres”, além de ser contra o autoritarismo do Estado.

Por fim, deixou o recado para que estas eleições não sejam um “simulacro” de uma escolha. E o candidato quer debates e confronto de ideias na televisão, mas não só. A nível distrital também admite a discussão com o contraditório entre candidatos. A TVI e a SIC já fizeram propostas e Passos Coelho aceitou.

Quem reserva para mais tarde uma decisão é a candidata Ferreira Leite. Fonte oficial disse ao CM que “só quando todas as candidaturas estiveram formalizadas, para lá de dia 10, e entre todos os candidatos em sinal aberto”. Assim, cai por terra, pelo menos para já, uma das propostas, a da SIC.

Na sede de candidatura de Passos Coelho estiveram nomes como Miguel Frasquilho, Feliciano Barreiras Duarte, Pedro Duarte, entre outros.

(fonte:CorreiodaManha)

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