Passos Coelho considera ser dever dos militantes votar no PSD.

13 de Maio, 2008 as 0:01 | Em Directas PSD |

O candidato a presidente do PSD Pedro Passos Coelho escusou-se hoje a comentar as afirmações de Manuela Ferreira Leite sobre o seu voto nas legislativas de 2005, mas considerou que é dever dos militantes votar no partido.

Em declarações aos jornalistas, na sua sede de candidatura, em Lisboa, Pedro Passos Coelho não quis responder se está esclarecido sobre o voto de Manuela Ferreira Leite nas legislativas de 2005 e disse não querer “fazer nenhum juízo de valor” sobre a sua decisão.

“No que me diz respeito, votei no PSD, como julgo que a generalidade dos militantes faz”, reiterou o ex-presidente da JSD.

“Os partidos oferecem-nos essa segurança. Quando as pessoas que militam num partido não votam no seu próprio partido, quem vota?”, questionou, considerando que “essa é normalmente a disponibilidade de todos os militantes.

Interrogado se pensa que é dever dos militantes do PSD votar no seu partido, Passos Coelho declarou: “Eu penso que sim, penso que é um dever de militante, sim. Os militantes aceitam livremente algumas restrições, mesmo quando não concordam com as deliberações que são tomadas”.
Em entrevista ao Jornal de Notícias [JN], publicada no domingo, perante a pergunta “Não andou a apelar ao voto em projectos de que discordava. Votou Santana Lopes em 2005?”, a candidata a presidente do PSD Manuela Ferreira Leite afirmou: “Obviamente que não lhe respondo”.

Hoje, durante uma acção de campanha em Lisboa Manuela Ferreira Leite disse à comunicação social: “No PSD votei toda a vida, nunca deixei de votar no PSD.

Interrogada se votou em Pedro Santana Lopes, que liderava o partido em 2005 e concorria ao cargo de primeiro-ministro, a ex-ministra das Finanças respondeu: “Não foi isso que me foi perguntado [pelo JN]“.

A propósito dos deveres dos militantes, Passos Coelho sublinhou que têm o direito de discordar das deliberações do partido, mas defendeu que isso “não significa que haja uma atitude de sabotagem do que o próprio partido faz”.
“Os militantes, de uma maneira geral, são os primeiros a defender o seu partido e quando acham que não podem calam-se e esperam oportunidade melhor para manifestar as suas opiniões”, concluiu.

Ao fim de seis meses de mandato, o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, anunciou no dia 17 de Abril a sua demissão do cargo e o Conselho Nacional do partido marcou eleições directas antecipadas para 31 de Maio.

Apresentaram-se, até ao momento, cinco candidatos a presidente do PSD: Pedro Passos Coelho, Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes, António Neto da Silva e Mário Patinho Antão.

(fonte:Diário Digital)

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